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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Aspectos importantes Acerca da Prisão Temporária

Colegas de estudo,

  Estive verificando que existe prazos diferentes para a prisão temporária quando tratar-se de crime hediondo ou equiparado. Portanto, atenção ao disposto no artigo 2o, § 4o  da Lei 8072/90 (crimes hediondos).

Art. 2o ........................................................................

§ 4o  A prisão temporária, sobre a qual dispõe a Lei no 7.960, de 21 de dezembro de 1989, nos crimes previstos neste artigo, terá o prazo de 30 (trinta) dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade.      (Incluído pela Lei nº 11.464, de 2007)

    Atenção que a regra geral, ou seja, quando não se tratar de prisão temporária em crimes hediondos o prazo é de 05 dias prorrogáveis por igual período, conforme disposto no artigo 2o da Lei 8072/1990.


Art. 2° A prisão temporária será decretada pelo Juiz, em face da representação da autoridade policial ou de requerimento do Ministério Público, e terá o prazo de 5 (cinco) dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade.
     
REGRA GERAL: 05 DIAS PRORROGÁVEIS POR IGUAL PERÍODO;
CRIMES HEDIONDOS E EQUIPARADOS: 30 DIAS PRORROGÁVEIS POR IGUAL PERÍODO

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Infrações CONEXAS

(Inspetor de Polícia/RJ - 2001- FAEPOL) - Marco Antônio planeja e executa dois crimes de furto de equipamentos de computação, em concurso material na Comarca de Niterói. Com o objetivo de assegurar a impunidade destes furtos, Marco Antônio, que é polícia civil, insere declaração falsa em seu controle de presença, na Delegacia de Polícia de Petrópolis, e depois disso, imbuído do propósito de ocultar as duas primeiras infrações penais, rouba em Nova Iguaçu um caminhão, que utiliza para transportar a mercadoria, afinal guardada, juntamento com o caminhão, na cidade do Rio de Janeiro, onde afinal os objetos são encontrados. De salientar que a apreensão das coisas, no Rio de Janeiro, decorreu do cumprimento de ordem judicial, expedida pelo juiz da 16a Vara Criminal da Capital. Sendo conexas as infrações penais:

(a) cabe à autoridade judiciária de Nova Iguaçu processar e julgar o acusa

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Jurisdição e Competência

(Agente de Polícia Federal - 1998 - CESPE) - De acordo com o entendimento predominante na juridição federal superior, compete à

(1) justiça federal julgar crime de falso testemunho prestado na justiça do trabalho; (CORRETA)
(2) justiça federal processa e julgar os crimes praticados contra servidor público federal, no exercício de suas funções; (CORRETA)
(3) justiça estadual comum o processo por contravenção penal, ainda que praticada contra interesse da União; (CORRETA)
(4) justiça estadual processar e julgar os crimes praticados contra a fauna; (CORRETA)
(5) justiça comum julgar o crime de abuso de autoridade praticado por militar, ainda que em serviço; (CORRETA)


(1) Correta, conforme Súmula 165 do STJ:

STJ Súmula nº 165 - 14/08/1996 - DJ 23.08.1996

Competência - Falso Testemunho - Processo e Julgamento Trabalhista
    Compete à Justiça Federal processar e julgar crime de falso testemunho cometido no processo trabalhista.

(2) Correta, conforme Súmula 147 do STJ:

STJ Súmula nº 147 - 07/12/1995 - DJ 18.12.1995
Competência - Crimes Contra Funcionário Público Federal - Exercício da Função - Processo e Julgamento
    Compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes praticados contra funcionário público federal, quando relacionados com o exercício da função.

(3) Correta, conforme Súmula 38 do STJ:

STJ Súmula nº 38 - 19/03/1992 - DJ 27.03.1992
Competência - Contravenção Penal - Detrimento da União ou de Suas Entidades
    Compete à Justiça Estadual Comum, na vigência da Constituição de 1988, o processo por contravenção penal, ainda que praticada em detrimento de bens, serviços ou interesse da União ou de suas entidades.

(4) O julgamento é feito pela justiça estadual diante do cancelamento da Súmula 91 do STJ;

STJ Súmula nº 91 - 21/10/1993 - DJ 26.10.1993 - Cancelada em 08/11/2000
Competência - Crimes Contra a Fauna - Processo e Julgamento
    Compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes praticados contra a fauna.

(5) Correto, conforme Súmula 172 do STJ:

STJ Súmula nº 172 - 23/10/1996 - DJ 31.10.1996
Competência - Militar - Abuso de Autoridade - Processo e Julgamento
    Compete à Justiça Comum processar e julgar militar por crime de abuso de autoridade, ainda que praticado em serviço.

DO PROCESSO E DO JULGAMENTO DOS CRIMES DE RESPONSABILIDADE DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS

(Escrivão de Polícia/RR - 2003 - CESPE) - Considerando as disposições legais acerca do processo e do julgamento dos crimes de responsabilidade dos funcionários públicos, julgue os itens seguintes:

(1) Antes de receber formalmente a denúncia, o juiz ordenará a notificação do acusado para que apresente defesa preliminar em trinta dias; (FALSO)
(2) A queixa ou denúncia obrigatoriamente será instruída com documentos que façãm resumir a existência do delito; (FALSO)
(3) O rito a ser observado no processo e no julgamento dos crimes de responsabilidade dos funcionários públicos será o ordinário comum; (FALSO)

Antes de respondermos a questão, necessário a observância do disposto no Capítulo II (artigos 513 e seguintes do Código de Processo Penal), que assim dispõe:


DO PROCESSO E DO JULGAMENTO DOS CRIMES
DE RESPONSABILIDADE DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS
        Art. 513.  Os crimes de responsabilidade dos funcionários públicos, cujo processo e julgamento competirão aos juízes de direito, a queixa ou a denúncia será instruída com documentos ou justificação que façam presumir a existência do delito ou com declaração fundamentada da impossibilidade de apresentação de qualquer dessas provas.
        Art. 514.  Nos crimes afiançáveis, estando a denúncia ou queixa em devida forma, o juiz mandará autuá-la e ordenará a notificação do acusado, para responder por escrito, dentro do prazo de quinze dias.
        Parágrafo único.  Se não for conhecida a residência do acusado, ou este se achar fora da jurisdição do juiz, ser-lhe-á nomeado defensor, a quem caberá apresentar a resposta preliminar.
        Art. 515.  No caso previsto no artigo anterior, durante o prazo concedido para a resposta, os autos permanecerão em cartório, onde poderão ser examinados pelo acusado ou por seu defensor.
        Parágrafo único.  A resposta poderá ser instruída com documentos e justificações.
        Art. 516.  O juiz rejeitará a queixa ou denúncia, em despacho fundamentado, se convencido, pela resposta do acusado ou do seu defensor, da inexistência do crime ou da improcedência da ação.
        Art. 517.  Recebida a denúncia ou a queixa, será o acusado citado, na forma estabelecida no Capítulo I do Título X do Livro I.
        Art. 518.  Na instrução criminal e nos demais termos do processo, observar-se-á o disposto nos Capítulos I e III, Título I, deste Livro.


          A afirmação 1 está incorreta porque o prazo é de 15 dias, conforme o artigo 514, caput, do Código de Processo Penal.  A assertiva 2 também está incorreta, porque o caput do artigo 513 do Código de Processo Penal prevê a possibilidade de apresentar-se queixa ou denúncia com declaração de impossibilidade de apresentação de qualquer dessas provas, portanto, não há obrigatoriedade de ser instruída com documentos que façam presumir a existência do delito. Por fim, a proposição 3 está errada porque o rito está previsto nos artigos 513 e seguintes do Código de Processo Penal, qual seja no capítulo II do Título II, "do processo e do julgamento dos crimes de responsabilidade dos funcionários públicos.

       Assim, desta forma, as 3 proposições estão ERRADAS.

sábado, 5 de julho de 2014

CASOS DE PEREMEPÇÃO DA AÇÃO PENAL

(Inspetor de Polícia/CE - 2003- UECE) - Nos casos em que somente se procede mediante queixa, considerar-se-á perempta a ação quando:


(a) Iniciada esta, o querelante deixar de promover o andamento do processo durante cento e vinte dias seguidos;
(b) falecendo o querelante, ou sobrevindo sua capacidade, não comparecer em juízo, para prosseguir, no processo, dentro do prazo de cento e vinte dias, qualquer das pessoas a quem couber fazê-lo;
(c) o querelante deixar de comparecer, sem motivo justificado, a qualquer ato do processo a que deva estar presente, ou deixar de formular pedido de condenação nas alegações finais; (Alternativa CORRETA)
(d) sendo o querelante pessoa jurídica, esta se extinguir, mesmo deixando sucessor;


A assertiva correta é a letra (c), conforme exposto no artigo 60, inciso III do Código de Processo Penal.

A questão baseia-se na literalidade do artigo 60 do Código de Processo Penal que assim dispõe:

 Art. 60.  Nos casos em que somente se procede mediante queixa, considerar-se-á perempta a ação penal:
        I - quando, iniciada esta, o querelante deixar de promover o andamento do processo durante 30 dias seguidos;
        II - quando, falecendo o querelante, ou sobrevindo sua incapacidade, não comparecer em juízo, para prosseguir no processo, dentro do prazo de 60 (sessenta) dias, qualquer das pessoas a quem couber fazê-lo, ressalvado o disposto no art. 36;
        III - quando o querelante deixar de comparecer, sem motivo justificado, a qualquer ato do processo a que deva estar presente, ou deixar de formular o pedido de condenação nas alegações finais;
        IV - quando, sendo o querelante pessoa jurídica, esta se extinguir sem deixar sucessor.


Na letra (a), por exemplo, o prazo é de 30 dias seguidos e não 120, conforme artigo 60, inciso I do CPP, na letra (b) em caso de falecimento o prazo é de 60 (sessenta dias) e não cento e vinte dias, conforme artigo 60, inciso II do CPP. A letra (d) refere-se ao caso em que a pessoa jurídica não deixa sucessor, conforme artigo 60, inciso IV do CPP, portanto, somente a assertiva correta é a letra (c) pela literalidade do artigo 60, inciso III do CPP.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Prazos para Conclusão de Inquérito Policial (Justiça Federal x Justiça Estadual x Lei de Tóxicos)

(Escrivão de Polícia Federal - 2004 - CESPE) - Acerca do inquérito policial, julgue os itens subsequentes:

(1) O prazo para a conclusão do inquérito policial referentes a crimes de competência da justiça federal é de 10 dias, se o réu estiver preso, e de 30 dias, se estiver em liberdade;

(2) Considere a seguinte situação hipotética. João, promotor de justiça, tendo recebido inquérito policial instaurado para apurar o crime de extorsão mediante sequestro, promoveu o seu arquivamento, que foi homologado judicialmente. Nessa situação, não concordando com o pedido formulado, o ofendido, entendendo que a  infração encontra-se devidamente caracterizada no que diz respeito à materialidade e autoria, poderá ajuizar ação penal privada subsidiária da pública, desde que o faça dentro de 06 meses contados da data em que veio a saber quem é o autor do fato.


(1) Encontra-se FALSA a afirmação - Na Justiça Federal o prazo para conclusão do inquérito policial é de 15 dias para réu preso e 30 dias para réu solto, conforme se depreende do artigo 66 da Lei 5.010/1966.

         Vejamos:


Art. 66, L. 5010/1966 O prazo para conclusão do inquérito policial será de quinze dias, quando o indiciado estiver preso, podendo ser prorrogado por mais quinze dias, a pedido, devidamente fundamentado, da autoridade policial e deferido pelo Juiz a que competir o conhecimento do processo.
Parágrafo único. Ao requerer a prorrogação do prazo para conclusão do inquérito, a autoridade policial deverá apresentar o preso ao Juiz.

 Na Justiça Estadual, o prazo para conclusão de inquérito de réu preso é 10 dias e de réu solto é de 30 dias, conforme se verifica no artigo 10 do Código de Processo Penal.

        Art. 10.  O inquérito deverá terminar no prazo de 10 dias, se o indiciado tiver sido preso em flagrante, ou estiver preso preventivamente, contado o prazo, nesta hipótese, a partir do dia em que se executar a ordem de prisão, ou no prazo de 30 dias, quando estiver solto, mediante fiança ou sem ela.
        § 1o  A autoridade fará minucioso relatório do que tiver sido apurado e enviará autos ao juiz competente.
        § 2o  No relatório poderá a autoridade indicar testemunhas que não tiverem sido inquiridas, mencionando o lugar onde possam ser encontradas.
        § 3o  Quando o fato for de difícil elucidação, e o indiciado estiver solto, a autoridade poderá requerer ao juiz a devolução dos autos, para ulteriores diligências, que serão realizadas no prazo marcado pelo juiz.

     CUIDADO: A Lei de Tóxicos (Lei 11.343/2006) estabelece prazos diferentes:
     O prazo é de 30 dias para indiciado preso e 90 dias para indiciado solto. A lei prevê duplicação de prazos, conforme parágrafo único do artigo 51.

            Art. 51.  O inquérito policial será concluído no prazo de 30 (trinta) dias, se o indiciado estiver preso, e de 90 (noventa) dias, quando solto.

     Parágrafo único.  Os prazos a que se refere este artigo podem ser duplicados pelo juiz, ouvido o Ministério Público, mediante pedido justificado da autoridade de polícia judiciária.

      Em resumo, portanto:

Justiça Estadual - Réu Solto - 30 dias; Réu Preso - 10 dias; (Quando o fato for de difícil elucidação, e o indiciado estiver solto, a autoridade poderá requerer ao juiz a devolução dos autos, para ulteriores diligências, que serão realizadas no prazo marcado pelo juiz)
Justiça Federal - Réu Solto 30 dias; Réu preso - 15 dias; (Podendo ser prorrogado por mais quinze dias, a pedido, devidamente fundamentado, da autoridade policial e deferido pelo Juiz a que competir o conhecimento do processo)
Lei de Tóxicos - Réu Solto 90 dias; Réu preso - 30 dias (Prazos podem ser duplicados - Artigo 51, p. único da Lei 


(2) Encontra-se FALSA a afirmação - O artigo 29 do Código de Processo Penal dispõe que caberá a ação privada subsidiária da pública,quando o Ministério Público não intentar a ação no prazo legal. Ou seja, somente no caso de inércia do órgão ministerial será cabível a ação penal subsidiária, o que não ocorreu no caso hipotético, já que o promotor entendeu ser o caso de arquivamento dos autos.


              Art. 29.  Será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal, cabendo ao Ministério Público aditar a queixa, repudiá-la e oferecer denúncia substitutiva, intervir em todos os termos do processo, fornecer elementos de prova, interpor recurso e, a todo tempo, no caso de negligência do querelante, retomar a ação como parte principal.


terça-feira, 24 de junho de 2014

Conexão Teleológica e Conexão Consequencial

(Agente de Polícia/DF - 2009 - UNIVERSA) - João, irresignado com a despedida que lhe foi imposta, resolveu atear fogo à sede da empresa, quando, antes mesmo de iniciar a execução, foi flagrado pelo vigia, que tentou segurá-lo para impedir a ação criminosa, oportunidade em que João deferiu-lhe golpes de faca, tirando-lhe a vida. Nessa situação, João cometeu um homicídio qualificado pela conexão consequencial?

FALSO

Encontra-se incorreta esta afirmação, pois quando um agente pratica um crime antecedente para garantir a execução de um crime posterior, denomina-se o liame entre ambos os crimes de conexão TELEOLÓGICA, ao passo que se um crime for cometido para garantir a vantagem, a impunidade ou a ocultação de um crime antecedente, estaremos diante da denominada conexão consequencial.